A Cristandade medieval entre o mito e a utopia

Artigonº 5 / V. 32002

Resumo

Apresentaremos neste ensaio três temas para a reflexão: em primeiro lugar, discutiremos a hipótese sobre o caráter eminentemente religioso da ideologia na cristandade medieval. Em seguida, ressaltaremos o papel da “reforma gregoriana” no século XI para a reestruturação desta nova cristandade; por último analisaremos a reação particular que os “reformadores gregorianos” criaram com a temporalidade enquanto categoria antropológica. Cremos que entre o mito e a utopia, os “reformadores gregorianos” tentaram criar, por vezes sem muito êxito, uma fronteira entre uma escatologia oficial e uma escatologia apocalíptica e/ou milenarista, com o designio sobretudo de fazer prevalecer a ordem na sociedade/cristandade.

Como citar este artigo

GOMES, Francisco José Silva. A Cristandade medieval entre o mito e a utopia. Topoi (Rio J.), v. 3, n. 5, p. 221-231, 2002.