Raquel Campos

Universidade Federal de Goiás

Publicações

Celebridade e política do nome próprio: a historicidade do renome em Machado de Assis

Artigonº 32 / V. 172016Baixar
Por: Raquel Campos - Universidade Federal de Goiás

Respondendo ao convite inscrito no título de “Um homem célebre”, procura-se discutir o conto machadiano à luz do problema da historicidade da celebridade. Longe de ter sempre existido ou de ser um fenômeno atualíssimo, a celebridade – mostrou Antoine Lilti – é uma nova forma do renome, nascida na segunda metade do século XVIII em um contexto de crise das sociedades aristocráticas e de abertura do espaço público. Tal perspectiva conduz a aproximar a história do maestro Pestana não dos demais contos de temática musical, mas de “Fulano”, narrativa sobre um autêntico perito na arte da autopromoção, praticante de uma verdadeira “política do nome próprio”. Por meio da análise desses dois contos e da comparação de Pestana e Fulano com algumas das personagens machadianas obcecadas com a glória – Brás Cubas, o pai de Janjão (“Teoria do medalhão”) e Santos (Esaú e Jacó) – busca-se demonstrar a existência, em Machado de Assis, de uma reflexão sobre a historicidade do renome.

A antropologia da natureza de Philippe Descola

Entrevistanº 27 / V. 142013Baixar
Por: Raquel Campos - Universidade Federal de Goiás

Entrevista feita por Raquel Campos; a revisão, a edição final e a apresentação são de Andrea Daher.

“Eliminar os indesejáveis”: uma lógica de ação para o policiamento dos argelinos em Paris (1944-1962)

Artigonº 25 / V. 132012Baixar
Por: Emmanuel Blanchard - Université Versailles Saint-Quentin en Yvelines; e Raquel Campos - Universidade Federal de Goiás

Tradução de Raquel Campos. BLANCHARD, Emmanuel. “Eliminating the Undesirable”: A Rational for Action on Policing Algerians in Paris (1944-1962). O artigo trata da relação estabelecida entre imigrantes argelinos na França com o Estado e, sobretudo, com a polícia. Durante os primeiros anos da década de 1940 houve igualdade de direitos entre os “muçulmanos” (argelinos) e os “europeus” (franceses). Cidadãos de pleno direito a partir do momento em que entravam na França, argelinos gozavam de liberdade de circulação entre as duas margens do Mediterrâneo e podiam se instalar livremente na metrópole. Contudo, a partir da guerra de libertação da Argélia houve um aumento da imigração para a França, o que gerou protestos entre os franceses. Do fim da Segunda Guerra Mundial até o término da guerra de independência argelina, a hierarquia policial resistiu ao “mito da igualdade dos direitos”. Impotente diante do fluxo imigratório, a polícia executava uma política de confronto aos “indesejáveis”, qualificativo utilizado para designar as populações argelinas estigmatizadas, cuja presença no espaço público era percebida como um problema.