José Murilo de Carvalho

Publicações

Reflexões sobre o Programa de Pós-Graduação em História Social — trinta anos

Artigonº 25 / V. 132012Baixar
Por: Francisco José Calazans Falcon; José Murilo de Carvalho; e Marieta de Moraes Ferreira

Em julho de 2012, em celebração dos trinta anos de criação do Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Comitê Editorial de Topoi solicitou a Francisco Falcon que escrevesse uma narrativa acerca das origens e do desenvolvimento do programa. Esse texto foi, a seguir, enviado a José Murilo de Carvalho e Marieta de Moraes Ferreira, que por sua vez desenvolveram suas próprias reflexões a partir das questões propostas por Francisco Falcon. Publicamos aqui este diálogo entre três professores que não só participaram da construção do PPGHIS, mas que ajudaram a desenvolver os estudos de pós-graduação em história no Brasil.

Entrevista com Robert Darnton

Entrevistanº 5 / V. 32002Baixar
Por: José Murilo de Carvalho

Entrevista com Robert Darnton. Entrevista feita por José Murilo de Carvalho.Tradução de José Murilo de Carvalho. Robert Darnton nasceu em 1939 em Nova Yorque. Completou o doutorado em História na Universidade de Oxford em 1964. Foi repórter do The New York Times em 1964-65. Desde 1968 ensina na Universidade de Princeton, onde foi colega de Lawrence Stone e é colega de Natalie Davis. Foi fellow do Institute for Advanced Study de Princeton, onde estabeleceu relações estreitas com Clifford Geertz. José Murilo de Carvalho o conheceu nesse Instituto em 1981, quando ele trabalhava no texto sobre o grande massacre de gatos. Foi membro dos Institutos de Estudos Avançados de Stanford, Berlim e Holanda, e da École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris. Seu primeiro livro, sobre o mesmerismo, foi publicado em 1968. Seu prestígio acadêmico se firmou com a publicação em 1979 do The business of Enlightenment, uma história da publicação da Enciclopédia, primeiro produto da descoberta do fabuloso arquivo da Sociedade Tipográfica de Neuchâtel. A partir daí tornou-se autoridade na história do livro, da impressão e da vida literária do final do século XVIII francês, tendo sido várias vezes premiado.

História intelectual no Brasil: a retórica como chave de leitura

Artigonº 1 / V. 12000Baixar
Por: José Murilo de Carvalho

O artigo sugere o uso de conceitos e práticas relacionados à retórica como instrumento de análise para pensar a história intelectual do Brasil. História intelectual é tomada em sentido estrito, isto é, como a história de formas discursivas de pensamento, deixando de lado tanto a crítica literária como o que se tem convencionado chamar de nova história cultural. Será feita, de início, breve descrição do estado da história intelectual no país. A seguir será discutida a tradição retórica herdada de Portugal. Ao final, serão sugeridas maneiras de usar esta tradição como chave de leitura para trabalhar textos brasileiros, sobretudo do século XIX.