José Murilo de Carvalho
Publicações
Reflexões sobre o Programa de Pós-Graduação em História Social — trinta anos
Em julho de 2012, em celebração dos trinta anos de criação do Programa de Pós-Graduação em História Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o Comitê Editorial de Topoi solicitou a Francisco Falcon que escrevesse uma narrativa acerca das origens e do desenvolvimento do programa. Esse texto foi, a seguir, enviado a José Murilo de Carvalho e Marieta de Moraes Ferreira, que por sua vez desenvolveram suas próprias reflexões a partir das questões propostas por Francisco Falcon. Publicamos aqui este diálogo entre três professores que não só participaram da construção do PPGHIS, mas que ajudaram a desenvolver os estudos de pós-graduação em história no Brasil.
Entrevista com Robert Darnton
Entrevista com Robert Darnton. Entrevista feita por José Murilo de Carvalho.Tradução de José Murilo de Carvalho. Robert Darnton nasceu em 1939 em Nova Yorque. Completou o doutorado em História na Universidade de Oxford em 1964. Foi repórter do The New York Times em 1964-65. Desde 1968 ensina na Universidade de Princeton, onde foi colega de Lawrence Stone e é colega de Natalie Davis. Foi fellow do Institute for Advanced Study de Princeton, onde estabeleceu relações estreitas com Clifford Geertz. José Murilo de Carvalho o conheceu nesse Instituto em 1981, quando ele trabalhava no texto sobre o grande massacre de gatos. Foi membro dos Institutos de Estudos Avançados de Stanford, Berlim e Holanda, e da École des Hautes Études en Sciences Sociales de Paris. Seu primeiro livro, sobre o mesmerismo, foi publicado em 1968. Seu prestígio acadêmico se firmou com a publicação em 1979 do The business of Enlightenment, uma história da publicação da Enciclopédia, primeiro produto da descoberta do fabuloso arquivo da Sociedade Tipográfica de Neuchâtel. A partir daí tornou-se autoridade na história do livro, da impressão e da vida literária do final do século XVIII francês, tendo sido várias vezes premiado.
História intelectual no Brasil: a retórica como chave de leitura
O artigo sugere o uso de conceitos e práticas relacionados à retórica como instrumento de análise para pensar a história intelectual do Brasil. História intelectual é tomada em sentido estrito, isto é, como a história de formas discursivas de pensamento, deixando de lado tanto a crítica literária como o que se tem convencionado chamar de nova história cultural. Será feita, de início, breve descrição do estado da história intelectual no país. A seguir será discutida a tradição retórica herdada de Portugal. Ao final, serão sugeridas maneiras de usar esta tradição como chave de leitura para trabalhar textos brasileiros, sobretudo do século XIX.
