Roberto Guedes
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Manolo Garcia Florentino: as histórias do tráfico atlântico de cativos e da escravidão como nexos inevitáveis para compreender o Brasil e a África
Em homenagem a Manolo Garcia Florentino, o artigo analisa sucintamente sua obra historiográfica com foco nos temas do tráfico atlântico de cativos e da escravidão no Brasil e na África. Salienta-se que suas abordagens sobre estes assuntos comportam valores heurísticos em si mesmos ao mesmo tempo em que lhe deram base para interpretar o Brasil de ontem e de hoje. O homenageado integra uma geração que assistiu ao ensaísmo dar a vez à consolidação do profissionalismo historiográfico, o que foi decisivo para as inovações e impactos de sua obra. Os ineditismos e os legados intelectuais de Manolo Florentino transformaram "Em costas negras" em um clássico da historiografia brasileira e internacional. Sobre esta obra e sobre "A paz das senzalas" discorre-se aqui com mais vagar.
Entrevista com John Thornton
Entrevista com o Professor John Thornton (Universidade de Boston – EUA). Entrevistadores: Ariane Carvalho (Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro/RJ – Brasil) e Roberto Guedes (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica/RJ – Brasil. Tradução: Lise Sedrez (Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro/RJ – Brasil) e e Roberto Guedes (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica/RJ – Brasil.
Interview with Professor John Thornton
Interview with Professor John Thornton (University of Boston – USA). Interviewers: Ariane Carvalho (Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro/RJ – Brazil) and Roberto Guedes (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica/RJ – Brazil. Translated by: Lise Sedrez (Universidade Federal do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro/RJ – Brasil) and Roberto Guedes (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica/RJ – Brazil.
Ofícios mecânicos e mobilidade social: Rio de Janeiro e São Paulo (Sécs. XVII-XIX)
Analisando as capitanias/províncias do Rio de Janeiro e São Paulo entre os séculos XVII e XIX, o artigo se ocupa basicamente de concepções de trabalho no passado brasileiro, destacando diferentes abordagens sobre o tema, assim como tenta matizar a idéia de que o defeito mecânico estigmatizava trabalhadores, principalmente forros e descendentes de escravos. Propõe-se que a mobilidade social é intragrupal e que nem todos os grupos sociais se pautavam sobre a noção aristocrática do defeito mecânico. Ademais, mesmo entre membros das elites, tal noção apresentava fluidez no tempo e no espaço.
