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Topoi. Revista de História
Volume 17, Número 33 | Julho - Dezembro 2016



As (des)classificações do tempo: linguagens teóricas, historiografia e normatividade.


Rodrigo Turin


As (des)classificações do tempo: linguagens teóricas, historiografia e normatividade..

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Relógio do “agora”.


 

 

 

Nas últimas décadas, as reflexões em torno da temporalidade passaram a ocupar um lugar de destaque na agenda de pesquisas historiográficas. O objetivo deste artigo é, justamente, propor um exercício de leitura, expresso em uma breve análise comparativa, de duas propostas teóricas que têm encontrado ressonâncias nessa agenda: a de François Hartog, centrada nas categorias de “regimes de historicidade” e de “presentismo”; e a de Hans Ulrich Gumbrecht, centrada principalmente nas categorias de “cronótopo”, “presente lento” e “latência”. Ainda que essas categorias apareçam por vezes intercambiadas em alguns textos e debates, elas guardam diferenças importantes, tanto no que diz respeito aos seus pressupostos epistemológicos (ou ontológicos) e alcances heurísticos, como nas formas de encaminharem seus diagnósticos e prognósticos das experiências contemporâneas, incidindo em duas posturas disciplinares e éticas distintas.


Palavras-chave: Teoria da História; temporalidade; historiografia


Como citar:
TURIN, Rodrigo. As (des)classificações do tempo: linguagens teóricas, historiografia e normatividade. Topoi. Revista de História, Rio de Janeiro, v. 17, n. 33, p. 586-601, jul./dez. 2016. Disponível em: <www.revistatopoi.org>.


 



Las (des)clasificaciones del tiempo: lenguajes teóricos, historiografía y normatividad.


En las últimas décadas, las reflexiones sobre la temporalidad pasaron a ocupar un lugar de destaque en la agenda de las investigaciones historiográficas. El objetivo de este artículo es, justamente, proponer un ejercicio de lectura, expresado en un breve análisis comparativo, de dos propuestas teóricas que han encontrado resonancias en esta agenda: la de François Hartog, con enfoque en las categorías de “regímenes de historicidad” y de “presentismo”; y la de Hans Ulrich Gumbrecht, con enfoque especial en las categorías de “cronotopo”, “presente lento” y “latencia”. Aunque tales categorías a veces aparezcan intercambiadas en algunos textos y debates, ellas tienen diferencias importantes en sus premisas epistemológicas (u ontológicas) y en sus alcances heurísticos, como también en las formas de encaminar sus diagnósticos y pronósticos de las experiencias contemporáneas, resultando en dos posturas disciplinares y éticas distintas.


Palavras clave: Teoría de la Historia; temporalidad; historiografía.

 

 

Cómo citar:
TURIN, Rodrigo. As (des)classificações do tempo: linguagens teóricas, historiografia e normatividade. Topoi. Revista de História, Rio de Janeiro, v. 17, n. 33, p. 586-601, jul./dic. 2016. Disponible en: <www.revistatopoi.org>.

 

 

 

 

On (de)Classification of Time: Theoretical Languages, Historiography, and Normativity.


In the past few decades, reflections on the subject of temporality have come to stand out in the historiographic research agenda. This paper aims to perform a comparative analysis of two theoretical proposals which have found repercussions in that agenda: François Hartog’s, which concentrates in the categories of “historicity regimes” and “presentism,” and Hans Ulrich Gumbrecht’s, mainly focused on the categories of “chronotope,” “slow present,” and “latency.” Although these categories are sometimes used interchangeably in some texts and debates, they yield important differences, regarding their epistemological (or ontological) foundations and heuristic scope, as well as the manner in which they deliver their diagnosis and prognosis of contemporary experiences, resulting in distinct disciplinary and ethical stances.


Keywords: Theory of History; Temporality; Historiography.

 


Cite this item:
TURIN, Rodrigo. As (des)classificações do tempo: linguagens teóricas, historiografia e normatividade. Topoi. Revista de História, Rio de Janeiro, v. 17, n. 33, p. 586-601, Jul./Dec. 2016.Available at: <www.revistatopoi.org>.



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