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Topoi. Revista de História
Volume 17, Número 33 | Julho - Dezembro 2016



Territorialidades fluidas: corsários franceses e tráfico negreiro no Rio da Prata (1796-1799). Tensões locais - tensões globais.


Maria Veronica Secreto

Terra de ninguém: escravidão e direito natural no jovem Joaquim Nabuco

“View of the Capture of the Missionary Ship Duff, by the French Privateer Le Grand Buonaparte, of 22 Guns, off Cape Frio, in the South Seas, on the Night of 19 February”, 1799. John Carter Brown. Library at Brown University.

 



Entre 1798 e 1799 dois corsários franceses, o capitão Carbonell e o capitão Le Bozec utilizaram o porto de Montevidéu como base para conduzir suas presas. O modus operandi destes, comandantes da corveta Le Grand Bonaparte e da fragata La Republicaine, respectivamente, foi o de espreitar suas presas perto do Rio de Janeiro, águas marítimas pelas quais navegavam inimigos da França: portugueses e ingleses. A presa era conduzida até o porto de Montevidéu para vender seu produto: os carregamentos e navios. As ações dos capitães Carbonell e Le Bozec desnudam um conjunto de relações do espaço platino. As ações dos dois corsários evidenciam algumas das tensões ao interior da classe comerciante, sobretudo, o conflito entre os comerciantes vinculados a Cádiz e os vinculados ao Brasil.

 

Palavras-chave: Rio da Prata; corsários franceses; traficantes; escravos.

 

 

Como citar:

SECRETO, Maria Verônica. Territorialidades fluidas: corsários franceses e tráfico negreiro no Rio da Prata (1796-1799). Tensões locais – tensões globais. Topoi. Revista de História, Rio de Janeiro, v. 17, n. 33, p. 419-443, jul./dez. 2016. Disponível em: <www.revistatopoi.org>.

 

 

 


Territorialidades fluidas: corsarios franceses y el comercio de esclavos en el Río de La Plata (1796-1799). Tensiones locales – tensiones globales.


Entre 1798 y 1799, dos corsarios franceses, los capitanes Carbonnel y Le Bozec, usaban el puerto de Montevideo como base. El modus operandi de los comandantes de los buques Le Grand Bonaparte y La Republicaine, respectivamente, era buscar sus presas cerca de Rio de Janeiro, en aguas marítimas navegadas por enemigos de Francia: los portugueses y los ingleses. La presa era entonces conducida hacia el puerto de Montevideo para venta de los barcos y su carga. Las acciones de los dos capitanes desvenda un conjunto de relaciones en el área del Río de La Plata, subrayando algunas de las tensiones dentro de la clase comercial, especialmente entre comerciantes brasileños y los que se conectaban a Cádiz.

 

Palabras clave: Río de la Plata; corsarios franceses; comercio de esclavos; esclavos.

 

 

Cómo citar:

SECRETO, Maria Verônica. Territorialidades fluidas: corsários franceses e tráfico negreiro no Rio da Prata (1796-1799). Tensões locais – tensões globais. Topoi. Revista de História, Rio de Janeiro, v. 17, n. 33, p. 419-443, jul./dic. 2016. Disponible en: <www.revistatopoi.org>.

 

 

 

 

Fluid Territorialities: French Privateers, and Slave Trade in the La Plata River (1796-1799). Local tensions–global tensions.


Between1798 and 1799,two French privateers, Captain Carbonell and Captain Le Bozec, used the port of Montevideo as a base. The modus operandi of the commanders of vessels Le Grand Bonaparte and La Republicaine, respectively, was to stalk their prey near Rio de Janeiro, maritime waters sailed by enemies of France: the Portuguese and the English. The prey was then conducted to the port of Montevideo for sale of ships and their cargo. The actions of the two captains lay bare a set of relationships in the La Plata River area, highlighting some of the tensions within the trading class, especially between Brazilian traders and those linked to Cádiz.

 

Keywords: La Plata River; French Privateers; Slave Trade; Slaves.

 

 

Cite this item:
SECRETO, Maria Verônica. Territorialidades fluidas: corsários franceses e tráfico negreiro no Rio da Prata (1796-1799). Tensões locais–tensões globais. Topoi. Revista de História, Rio de Janeiro, v. 17, n. 33, p. 419-443, Jul./Dec. 2016. Available at: <www.revistatopoi.org>.

 


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