Nascer negro não é ter defeito: festivais da canção, inter-racialidade e racismo
Parte do Dossiê: Racismo e estética
Resumo
Reconhecidos pela multiplicidade e pluralismo, os festivais da canção das décadas de 1960 e 1970 refletiam a sociedade brasileira em seus âmbitos musical, regional, social e também racial, sendo marcadamente diversificados e com diferentes representatividades étnico-raciais. Isso, no entanto, não impediu que ocorressem episódios de racismo e discriminação, seja através de blagues, chamamentos, utilização de determinados termos ou mesmo perseguição pela atuação em benefício da luta antirracista. Desse modo, o artigo, por meio de revisão bibliográfica e análise de jornais e periódicos, procura evidenciar esses vieses dos festivais, sendo prioritariamente diversos e interraciais, mas, ao mesmo tempo, sediando acontecimentos em que há segregação e racismo e, também nestes aspectos, espelhando a sociedade de um modo geral.
Palavras-chave:
- Racismo
- Multiculturalismo
- Discriminação
Como citar este artigo
MONTEIRO, José Fernando Saroba. Nascer negro não é ter defeito: festivais da canção, inter-racialidade e racismo. Topoi (Rio J.), v. 25, p. 1-21, 2024.
