Descolonizar Foucault? Por uma história da violência racial e de gênero das máscaras de punição?
Parte do Dossiê: Racismo e estética
Resumo
O texto trata das máscaras punitivas, referidas pela escritora Grada Kilomba como símbolo da opressão contra mulheres negras. Interroga como as máscaras foram utilizadas na economia punitiva, na gestão da dor, nas técnicas de controle social, etc. Propõe compreender como a história desse objeto se imbrica nos esquemas históricos sobre controle social utilizados na criminologia. Argumenta que olhar para as máscaras punitivas permite descolonizar os esquemas de compreensão e considerar as dimensões representacionais e performativas do controle social moderno. O diálogo é com Michel Foucault, em Vigiar e punir, sobre quando a máscara surge na sua história e por que ela foi considerada (in)significante. Se Michel Foucault tivesse tratado sobre a máscara, ela faria parte de sua história do espetáculo da dor ou do poder disciplinar? Como duas de suas referências centrais (George Rusche e Otto Kirchheimer, e Jeremy Bentham) retrataram esses objetos?
Palavras-chave:
- Michel Foucault
- Racismo
- Criminologia
- Colonialidade
Como citar este artigo
DUARTE, Evandro Charles Piza. Descolonizar Foucault? Por uma história da violência racial e de gênero das máscaras de punição?. Topoi (Rio J.), v. 25, p. 1-29, 2024.
