A prática poética como pedagogia política: defesas da poesia na cultura letrada portuguesa do século XVIII

ArtigoV. 262025

Resumo

Neste artigo, observamos como as defesas da poesia presentes nas obras de autores portugueses setecentistas, como Luís António Verney (1713-1798), Francisco José Freire (1719-1773), Francisco de Pina de Sá e de Melo (1695-1773) e Pedro José da Fonseca (1737-1816), articulam palavra poética e educação política. Retomando a perspectiva antiga de retoricização da poesia, alinhando-a ao discurso epidítico, o poema foi tido como elemento fundamental na reforma do Estado absolutista português, desde a promoção de uma representação harmônica da relação entre os estratos sociais, das qualidades morais ideais a governantes e governados, do amor das virtudes e da repulsa aos vícios. Para tal análise, nos apoiamos nas reflexões teóricas de Hansen (2006), Teixeira (1999; 2006) e outros estudiosos da história luso-brasileira.

Palavras-chave:

  • Poesia E Historia
  • Poesia e politica

Como citar este artigo

ALENCAR, Thiago Gonçalves Souza. A prática poética como pedagogia política: defesas da poesia na cultura letrada portuguesa do século XVIII. Topoi (Rio J.), v. 26, p. 1-22, 2025.