A abolição revista por Zózimo Bulbul no cinema: aspectos da resistência negra entre a arte e a história
Parte do Dossiê: Racismo e estética
Resumo
Neste artigo, dirige-se uma crítica a determinados relatos constituintes do documentário Abolição (1988), de Zózimo Bulbul, que discorrem sobre as revoltas no período escravocrata, a abolição e o posicionamento do Estado após a emancipação, a fim de enfatizar suas dimensões históricas e políticas. Para tanto, tais depoimentos, majoritariamente de pesquisadores/as e militantes negros/as, foram cotejados com as perspectivas enunciadas no campo da História, da Antropologia e da Filosofia por Lélia Gonzalez, Beatriz Nascimento, Ynaê dos Santos, Kabengele Munanga e Molefi Kete Asante. Nessa obra, o/a negro/a apresenta-se como enunciador/a da própria história ao denunciar as injustiças acerca da barbárie escravocrata e racista, ao mesmo tempo em que reivindica equidade em sociedade. A narrativa áudio-imagética se alinha à certa historiografia erigida sobre a população negra do Brasil.
Palavras-chave:
- Racismo
- Abolição
- Afrocentrismo
- cinema negro
Como citar este artigo
LECCI, Alice Carvalho Lino. A abolição revista por Zózimo Bulbul no cinema: aspectos da resistência negra entre a arte e a história. Topoi (Rio J.), v. 25, p. 1-22, 2024.
