Maria Emília Granduque José

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As armas e as letras nos Discursos de Antonio de Herrera (século XVI)

Artigo V. 262025Baixar
Por: Maria Emília Granduque José

Antonio de Herrera y Tordesillas é um dos personagens mais conhecidos do universo letrado espanhol. Com ênfase em um de seus textos que integra o volume intitulado Veinte y nueve discursos políticos históricos literários originales é ineditos del historiador y cronista de las Indias, este artigo aborda o discurso desse autor a favor das letras como meio necessário - tanto quanto as armas - para a formação dos nobres espanhóis no século XVI. Partindo da ideia vigente à época de que era preciso conciliar a atuação militar com o cultivo do saber, a proposta é mostrar em que medida Antonio de Herrera buscou valorizar as letras históricas como um conhecimento importante para instruir os membros da nobreza a se conduzirem virtuosamente no presente.

Lições para ser o cronista do rei: um estudo dos Diálogos sobre quem deve ser o cronista do príncipe, de Pedro de Navarra

Artigonº 45 / V. 212020Baixar
Por: Maria Emília Granduque José

Tradução e apresentação de Maria Emília Granduque José (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Franca/SP - Brasil). NAVARRA, Pedro de. Dialogo qual debe ser el chronista del principe. Materia de pocos aún tocada. Dirigidos al catolico Rey de España Don Phelipe de Austria segundo deste nombre. Toulouse: Casa de Jacobo Colomerio, impresor de la universidad, 1567. No século XVI, a Espanha foi palco de uma série de escritos que visavam definir não apenas as regras que deveriam conduzir a escrita da história, mas também as qualidades esperadas de um bom cronista. Justificavam os autores dessas obras que a imagem de um reino e, consequentemente, de seu governante, construía-se a partir da história elaborada pelos letrados encarregados de registrar o passado. A partir do estudo dos Dialogos qual debe ser el chronista del principe, composto por Pedro de Navarra e publicado em 1565, a proposta desta apresentação crítica é interrogar como os letrados definiram o ofício do cronista e historiador na sociedade espanhola dessa época. Além dessa questão central, o texto tem como alvo apresentar a tradução comentada dos Dialogos qual debe ser el chronista del principe com o objetivo de guiar a análise sobre as funções atribuídas ao cronista do rei, bem como os requisitos necessários para o exercício desse ofício.